Violet Evergarden review

Cada detalhe é esplêndido nessa obra. São notáveis as coisas minímas que a animação traz. Tudo envolto de um trabalho competente, que, começa com o diretor: Taichi Ishidate.

Formado em casa, assim como a maioria dos funcionários do estúdio Kyoto Animation, o diretor trabalha muito em planos detalhes. Isso valoriza a cena em si.

A trilha sonora não deixa a desejar, pelo contrário. A abertura foi tímida na obra, pois não esteve presente em todos os episódios. Entretanto, quando falamos de sua música, Sincerely executada por TRUE, o ritmo encanta aos ouvidos. Além disso, sua trilha sonora de cena é outro ponto que não entra em uma linha magnífica, mas a simplicidade de algumas faixas te emocionam.

Não há o que criticar falando da parte técnica, por isso, comecemos a falar do enredo em si. A composição de série ficou por conta Reiko Yoshida. Pessoa experiente que já passou fazendo roteiro de animes como Nodame Cantabile Shirobako.

Quando a produção começou a ser exibida, a grande expectativa era para o drama, em si, ter sua ignição também.

Os primeiros episódios não atendem muito a expectativa no quesito do drama, entretanto, entregam bem um slice of life. Sobretudo, vários relacionamentos são desenvolvidos entre as personagens principais. Entre eles, um que foi muito intrigante: Iris e Violet.

Essa primeira chegou com o status da garota que iria atrapalhar a vida da protagonista. Todavia, sua história no episódio quatro conseguiu envolver o telespectador e convencer de que ela poderia ser uma pessoa sim de confiança.

Prosseguindo

Erica, uma das outras funcionárias, é outra garota que ganhou um episódio somente para ela. Isso ocorreu no segundo. Sinceramente falando, deram um destaque para ela naquele e nunca mais a vimos de uma maneira mais aprofundada.

Não que isso seja ruim, mas sinto que a personagem tinha mais a mostrar. Não somente ela, como também a própria Iris citada acima e o entregador.

A partir do episódio 7, Violet finalmente começa a entender os sentimentos. Uma coisa que a motivou a mudar e buscar essa nova vida. Foi o ponto de virada, pois o anime sai de um slice of life para entrar em um drama mais aprofundado.

É uma sequência de episódios marcantes e tocantes. Sinceramente falando, eu não chorava em um anime desde que vi Shigatsu, porém, certas cenas aqui não deu para segurar.

O anime nos faz refletir sobre sentimentos. Será que realmente entendemos os nossos? Às vezes, podemos achar que estamos entendidos de tudo, entretanto, nada pode ser como pensamos. Afinal, tudo depende de um ponto de vista. Violet é a prova disso. Há nela uma concepção de amor diferente do que nas outras personagens.

Um pouquinho sobre as cenas de choro (Alerta de spoiler moderado)

A perseguição de Violet para entender os sentimentos do major foi algo sensacional. A cada episódio, ela descobria alguma coisa diferente. Sobretudo, o episódio 10 é o mais tocante de todos. Ver a menina lendo carta por carta a cada ano que se passava foi de arrepiar e, além disso, quando mesmo a Violet começa a chorar, lágrimas desceram sem eu conseguir ver.

Para você que busca um anime emocionante e com uma animação esplêndida, Violet Evergarden é uma ótima pedida. Entretanto, caso você não goste de obras muito paradas, não recomendo que assista. O episódio final foi o divisor de águas. Muita gente gostou e outros não.

Em partes, achei muito emocionante e o final foi fechado, o que não é uma decepção. O grande medo quando falamos sobre Kyoto Animation não é a animação e sim o roteiro. Parece que, dessa vez, acertaram em ambos.

Violet Evergarden está com todos os seus episódios disponíveis no serviço de Streaming Netflix.

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