Mahoutsukai no yome review

Mahoutsukai no Yome (ou The Ancient Magus’ Bride, como achar melhor) narra a história de Chise, uma garota com um passado triste e desacreditada com a vida, que acabou sendo vendida como escrava num leilão para um mago que tem um crânio de cachorro no lugar da cabeça (surpreendentemente não é de um bode, como pode parecer à primeira vista) chamado Elias.

Ele a comprou devido à grande aptidão para magia que ela possui, e deseja fazer dela sua esposa/aprendiz. Lembrando que ela descobre que é uma Sleigh Beggy, ser considerado especial e raro na perspectiva dos praticantes de magia.

Em relação aos termos técnicos da produção, podemos considerar esse anime um caso bem peculiar; isso porque, mesmo contando com uma estética visual e sonora boas – o Wit Studio realmente não deixou a desejar, entregando cenários bonitos, personagens consistentes e criaturas bastante detalhadas, além de oferecer momentos mais fluidos quando necessário, tudo bem combinado com a eficiente e bonita soundtrack – a direção, que foi entregue a cargo do Naganuma Norihiro, acabou se saindo um pouco aquém do esperado.

Várias cenas ao decorrer do anime que tinham potencial para serem bem impactantes acabaram não passando tanta emoção. Isso aconteceu devido ao timing e o ritmo do que acontecia na tela, os quais não foram bem os ideais, além da falta de algumas movimentações e representações visuais um pouco mais elaboradas e criativas.

Na primeira metade do anime esses fatores não incomodaram tanto, mas a segunda trouxe um déficit mais elevado, pois cenas mais exigentes em relação a isso apareceram com mais frequência.

Para ter uma noção maior disso é só comparar a maioria das cenas com a ilustrada abaixo, presente no décimo segundo episódio, que foi muito mais bem elaborada que as demais.

O anime teve dois temas de abertura e dois temas de encerramento. A primeira abertura “Here” (bem viciante, por sinal) foi cantada pela JUNNA, e o seu tom de voz forte em união com uma melodia de estilo latino combinaram perfeitamente com o visual, que começa mais melancólico, simbolizando o estado de isolamento da protagonista; à medida que ela vai avançando fica gradativamente mais movimentada, com uma sequência bem criativa. O final dela são uma série de cenas que estarão presentes nos episódios do anime.

Já a segunda, “You”, performada por May’n é boa como música, mas o visual, bem… é literalmente um AMV. Os dois encerramentos, “Wa -cycle-”, por Hana Itoki e “Tsuki no mou Hanbun”, por AIKI & AKINO, não chegam a ser marcantes. Seguem o padrão de colocar quadros estáticos com uma música calma ao fundo.

Add Comment