Carole & Tuesday review

E chegamos a mais uma análise de dublagem, dessa vez do anime que acabou de chegar na Netflix, a primeira parte (12 episódios de 24) de Carole & Tuesday. Assim como nas publicações anteriores, falarei um pouco sobre a dublagem, com alguns detalhes e extras, então vamos em frente.

Sinopse: ”Cinquenta anos se passaram desde que a humanidade começou a migrar para a nova fronteira: Marte. Vive-se em uma era onde a maioria da cultura é produzida por IAs, e as pessoas estão mais do que contentes em serem consumidoras passivas.

Vivendo entre solavancos em Alba, há uma garota. Ela faz diversos bicos enquanto tenta se tornar uma musicista e sempre sentiu que havia algo faltando em sua vida. Seu nome é Carole.

Nascida em uma família rica na província de Hershell, há uma garota. Ela sonha em se tornar uma musicista, mas ninguém ao seu redor a compreende. Ela se sente a pessoa mais só do mundo. Seu nome é Tuesday.

Um encontro ao acaso reúne as duas. Elas querem cantar. Querem fazer música. Juntas, elas sentem que talvez tenham uma chance. Talvez as duas criem somente uma pequena onda, mas essa onda, eventualmente, se tornará algo maior…”

Comecemos falando do elenco escalado para os personagens: diferente do visto em Darling in The Franxx (também dirigido pelo Leonardo Santhos), tivemos uma consistência maior e melhor vista em Carole & Tuesday, a maior parte das vozes casou muito bem com seus respectivos personagens.

Falando sobre os destaques positivos nos personagens principais, a Tuesday (Pamella Rodrigues) teve um desempenho muito bom, a Pamella fez jus à sua experiência e competência. Além dela, destaco o Ronaldo Júlio como Gus, que ficou impecável.

Essa é uma daquelas escalações que consegue ficar tão boa quanto a original, isso se não ficou melhor. O Roddy (Cadu Paschoal) e o Tao (Luis Sérgio Vieira) também ficaram muito bem escalados.

Ainda nos personagens principais, a Carole (Amanda Brigido) e Angela (Louise Schachter), apesar de não terem ficado ruins, talvez não foram as melhores escolhas. Mesmo assim, em ambos os casos, as dubladoras conseguem interpretar muito bem as personagens, e as dúvidas quanto à combinação das vozes logo se dispersam com o decorrer dos episódios.

Nos personagens secundários, tivemos boas escalações, mantendo o nível da dublagem, à exemplo do saudoso Alexandre Moreno no Etergun.

Apesar da combinação dos personagens, preciso citar que muitas das vozes são usadas com extrema frequência nos animes dublados na Som de Vera Cruz, o que pode deixar a experiência menos impactante, visto que muitos desses dubladores já estão marcados em outros personagens, algo que seria menos perceptível caso a frequência que essas vozes aparecessem fosse menor.

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