Mês: novembro 2019

Blazblue: Alter memory review

O anime baseado nos jogos BlazBlue: Calamity Trigger e BlazBlue: Continuum Shift, para Playstation 3Xbox 360PSP e computador, não deixou sua marca. BlazBlue: Alter Memory é um exemplo de como não adaptar um jogo em animação, pois simplesmente é apressada, não tem personagens carismáticos por conta do dos seus poucos episódios e, sobretudo, da sua execução confusa e cheia de falhas que fazem o telespectador perder o interesse de assistir logo em seus primeiros episódios.

Para quem já apreciou os jogos de BlazBlue já percebe logo o quão bagunçado e sem emoção é o começo da animação. BlazBlue: Alter Memory possui uma série de erros e, pessoalmente falando, que são capazes incomodar aqueles que já possuem um entendimento da história e dos personagens.

O jogo em si é ótimo, padrão Arc System Works! Eu até recomendo para você que curte um bom jogo de luta em 2D tradicional, é um jogo que está em ótimo preço atualmente, que tem gráficos lindos e te dá horas de diversão, mesmo sendo de 2010. Contudo, quanto a animação do jogo… Não recomendo nem um pouco.

Não honra o jogo!

Em contraste com um jogo tão bem estruturado tanto em seu combate como na sua história e, sobretudo, em seus gráficos, BlazBlue: Alter Memory peca e peca muito. A animação parece que foi feito às pressas, sem vontade e, principalmente, sem impacto.

O que deveria ser feito? Reaproveitar a história e os personagens! Honrar a história que há no jogo, contar ela bem com uma quantidade maior de episódios, sem ser apenas doze. Os personagens também são outra decepção e, assim como a animação, passam em branco.

Primeiramente, a história é para lá de confusa. Certo, eu admito que BlazBlue tem, originalmente falando, uma história que não é a das melhores de entender e tudo mais, é cheia de detalhes, revelações e ligações entre personagens que você vai descobrindo à medida que vai avançando no modo história do jogo.

Contudo, o jeito de como a história é contada na animação consegue deixar tudo mais confuso! Os personagens são apresentados de maneira impensada e isso afeta muito o desenrolar da trama.

Deixa muito a desejar!

No início, somos apresentados ao principal, isto é, ao vampiro Ragna the Bloodedge que já aparece lutando sem ao menos haver uma introdução do personagem que tem uma concepção e história bem bacana. BlazBlue: Alter Memory já começa com o pé esquerdo, apresentando ao seu público cenas sem embasamento que deixa o telespectador sem saber o que diabos está acontecendo, sem conhecimento do que está se passando.

Até mesmo para aqueles que jogaram o jogo, a história é confusa e te faz ficar perdido com facilidade.

Carole & Tuesday review

E chegamos a mais uma análise de dublagem, dessa vez do anime que acabou de chegar na Netflix, a primeira parte (12 episódios de 24) de Carole & Tuesday. Assim como nas publicações anteriores, falarei um pouco sobre a dublagem, com alguns detalhes e extras, então vamos em frente.

Sinopse: ”Cinquenta anos se passaram desde que a humanidade começou a migrar para a nova fronteira: Marte. Vive-se em uma era onde a maioria da cultura é produzida por IAs, e as pessoas estão mais do que contentes em serem consumidoras passivas.

Vivendo entre solavancos em Alba, há uma garota. Ela faz diversos bicos enquanto tenta se tornar uma musicista e sempre sentiu que havia algo faltando em sua vida. Seu nome é Carole.

Nascida em uma família rica na província de Hershell, há uma garota. Ela sonha em se tornar uma musicista, mas ninguém ao seu redor a compreende. Ela se sente a pessoa mais só do mundo. Seu nome é Tuesday.

Um encontro ao acaso reúne as duas. Elas querem cantar. Querem fazer música. Juntas, elas sentem que talvez tenham uma chance. Talvez as duas criem somente uma pequena onda, mas essa onda, eventualmente, se tornará algo maior…”

Comecemos falando do elenco escalado para os personagens: diferente do visto em Darling in The Franxx (também dirigido pelo Leonardo Santhos), tivemos uma consistência maior e melhor vista em Carole & Tuesday, a maior parte das vozes casou muito bem com seus respectivos personagens.

Falando sobre os destaques positivos nos personagens principais, a Tuesday (Pamella Rodrigues) teve um desempenho muito bom, a Pamella fez jus à sua experiência e competência. Além dela, destaco o Ronaldo Júlio como Gus, que ficou impecável.

Essa é uma daquelas escalações que consegue ficar tão boa quanto a original, isso se não ficou melhor. O Roddy (Cadu Paschoal) e o Tao (Luis Sérgio Vieira) também ficaram muito bem escalados.

Ainda nos personagens principais, a Carole (Amanda Brigido) e Angela (Louise Schachter), apesar de não terem ficado ruins, talvez não foram as melhores escolhas. Mesmo assim, em ambos os casos, as dubladoras conseguem interpretar muito bem as personagens, e as dúvidas quanto à combinação das vozes logo se dispersam com o decorrer dos episódios.

Nos personagens secundários, tivemos boas escalações, mantendo o nível da dublagem, à exemplo do saudoso Alexandre Moreno no Etergun.

Apesar da combinação dos personagens, preciso citar que muitas das vozes são usadas com extrema frequência nos animes dublados na Som de Vera Cruz, o que pode deixar a experiência menos impactante, visto que muitos desses dubladores já estão marcados em outros personagens, algo que seria menos perceptível caso a frequência que essas vozes aparecessem fosse menor.

Liz to Aoi Tori review

Quando foi a última vez que você se sentiu conectado a um personagem? Você sente a alegria, a tristeza, como se esse personagem fosse … você.

Como introvertido, assistir Liz a Aoi Tori foi difícil. Eu me senti atacado, mas de uma maneira positiva, pois explora o sofrimento interno de ser deixado de fora por aquela pessoa que significava tudo para ela.

Ela se apega desesperadamente à amiga, dizendo que a decisão da amiga também é dela. É uma história comumente encontrada na sociedade, mas magistralmente executada pela bela animação.

E não estou falando sobre o plano de fundo ou o design de personagens. O que estou me referindo é a expressão facial, punhos cerrados, os sutis espasmos nos olhos e olhares que contam completamente a história.

Eu tenho que admitir; a inexistência de monologo interno neste filme é uma bênção, porque não conta a história, mas mostra.

A escolha magistral de KyoAni na trilha sonora acende mais uma vez, usando o clássico para elevar a intensidade da cena sem abafar o diálogo.

No geral, foi um dos melhores filmes que assisti. A luta de aceitar tudo desaparecerá, enquanto é feliz sem isso é sincero.

Quer saber sobre outros animes? aproveite para ler também nosso artigo sobre: Obsolete Review.

Obsolete Review

Armaduras? confere.
Urobuchi? Confere.
Então vamos nessa!

Obsolete é a sua história de guerra padrão, cheia de sarcasmo e indiferença.
O que é diferente aqui, porém, é o formato. 6×12 minutos.
Não deixa muito espaço para contar uma grande história ou expressar ideologias.

Qualquer um que esteja esperando profundidade do personagem ou algo assim será decepcionado.

A equipe fez tudo o que estava ao seu alcance para torná-lo um trabalho coerente, mas eles foram fortemente restringidos pela contagem de episódios e isso mostra.

Calcário? Aliens? Isso não importa para nós, humanos, segundo Urobuchi, e realmente não há tempo para explicá-los.

O núcleo deste produto parece ser “Dê a um homem um peixe e ele comerá por um dia. Ensine um homem a pescar e ele fará uma guerra contra seus semelhantes com varas de pesca”

O que chegamos aqui são pedaços da história da guerra. Como tudo começou e … é isso. Não há fim ou clímax.

Todos os episódios individuais seguem os principais eventos dessa guerra futurista, o pano de fundo das frações e algumas pessoas envolvidas no conflito.

Em cada episódio, você terá novos personagens que dirigem a história e divulgam algumas linhas de conhecimento. O resto é uma ação irracional com o dubstep. Oh, certo. Skrillex fez a música.

Enquanto a engenharia e os efeitos sonoros eram ótimos, a música era ofensiva como o inferno. O dnb da selva ou o tribal teriam sido mais adequados, considerando onde ele ocorre.

Eles foram fodas com efeitos de tela como fumaça, mas o sombreamento estava realmente ausente. A ação em si parece bem feita, mas sem contraste suficiente, parece branda.

A arte é … apropriada, eu diria. cgi 4fps suave e sedoso que todos odiamos, com um toque realista. É triste que esse nível de detalhe mecânico precise de CG, porque todos os animadores decentes estão ocupados com o gundam.

Dá a todo o show uma sensação muito barata. Combine isso com o quão curto é, e a quarta parede quebrando “Como nos meus animes japoneses” e você fica se perguntando por que eles estão fazendo exatamente isso?

Então Obsolete como obra parece maior do que seu anime oferece, alguma forma superior de entretenimento? É isso que eles querem dizer? porque estou triste em dizer que é insignificante. Ou o contrário?

Tentamos fazer algo parecido com o anime, e quase conseguimos às vezes! sim, isso parece mais correto, infelizmente.

Honestamente, esse show poderia ter chegado a um comercial de brinquedos. Não tenho certeza de quantas pessoas ele alcançará se estiver em um serviço pago ou mesmo no youtube.

Você não deseja o maior público possível para o posicionamento do seu produto, em vez das 10 pessoas que pagaram pelo YouTube Premium ou o que quer que seja?

Os exosuits parecem legais. A história parece interessante, a execução é mais ou menos, o tempo de execução é realmente o fraco deste programa.

Moral da história? Guerra ruim. Humanidade ruim. Formato de 12 minutos ruim.

Quer saber sobre outros animes? aproveite para ler também nosso artigo sobre: Mugen no Juunin: Immortal.

Soul Eater – Review

A maior parte das aventuras do anime Soul Eater se passa na escola Shibusen, onde se reúnem Armas(na maior parte do tempo são pessoas “comuns” mas possuem a habilidade de se transformarem em armas) e Artesãos.

Lá eles aprendem tudo que precisam saber para tornar-se a Death Scythe (Foice da Morte, numa tradução livre), arma usada pelo Shinigami-Sama, diretor da escola e ser mais poderoso do anime.

Maka Albarn

Artesã, Maka é muito inteligente e esforçada, igualmente impaciente e cabeça dura. Não há como definir qual desses traços mais prevalece.

Junto com seu amigo e arma o Soul, almeja chegar no topo da rank na academia e muitas vezes você ela brigando com tudo e todas apenas para ganhar mais estrelas, no inicio do anime ela está ranqueada como duas estrelas.

Ela é o tipo de pessoa que prefere ficar em casa lendo ou estudando. Apesar disso ela é a primeira a agir caso um amigo precise de sua ajuda, e faz o que puder sem esperar nada em troca.

Soul Evans

Arma, Soul é facilmente confundido com alguém preguiçoso, por causa do seu jeito descontraído e no melhor estilo deixa a vida me levar. Geralmente é indiferente às coisas à sua volta a menos que as ache legal. É praticamente o oposto da Maka e no mínimo deve ser o motivo de algum cientista ter postulado algo do tipo: “Os opostos se atraem”.
Apesar das diferenças ambos têm uma amizade sólida e são perfeitos um para outro, pelo menos no que diz respeito a arma/artesão. Quando transformado em arma o Soul assume a forma de uma foice de cabo prateado e longo, uma lâmina larga, nas cores vermelha e preta.

Death the Kid

Artesão, uma palavra simples pode definir o Death the Kid, perfeccionista. Ele é filho do Shinigami-sama e sofre o peso de tal título. Maduro, calmo, extremamente excêntrico e individualista, Kid como costuma ser chamado é um deus como seu pai e se orgulha disto. Diferente dos outros artesãos ele almeja se tornar o próximo Shinigami-Sama herdando assim as responsabilidades do seu pai. Para tanto ela deseja trilhar o mesmo caminho que os outros e chegar ao topo por seus próprios méritos.

Elizabeth/Patricia Thompson

Armas, Liz e Patty como são chamadas na escola Shibusen, foram abandonadas pelas mãe quando crianças, o que fez elas tornarem-se muito dependente uma da outra. E devido a isso acabam cometendo alguns crimes no passado, até que foram encontradas e “adotadas” pelo Kid. Nas suas formas de armas, ambas assumem a aparência de pistolas do modelo Beretta M9, perfeitamente idênticas uma da outra. O que deixa o Kid muito feliz uma vez que ele tem mania de deixar as coisas simétricas, segundo o próprio equanto armas elas são perfeitas.

Minhas considerações

Soul Eater é um anime repleto de comédia e loucura. Talvez essa seja a melhor forma de defini-lo. Não irão faltar momentos para rir, no entanto não faltaram momentos para pensar sobre a psique humana.

No mínimo devo ter ficado uns dois pontos mais louco, enquanto pesquisava sobre o Kishin. Quem é ele? Minha recomendação é que você assista Soul Eater para descobrir.

Se você gostou deste review e de conhecer um pouco mais sobre o universo do Soul Eater, aproveite para ler nossos outros artigos de review e conhecer ainda mais animes enlouquecedores.

Mirai Nikki – Review

O deus do tempo, fica tão entediado que decide fazer um jogo, doze pessoas são abençoadas ou amaldiçoadas (depende do ponto de vista de cada um) com um Mirai Nikki (Diário do Futuro).

Nesse jogo todos devem lutar e se matarem o último sobrevivente se tornará o novo deus. Além disso uma vez escolhidos a única forma de sair do jogo era morrendo.

Amano Yukiteru

Feliz ou infelizmente é conhecido por sua personalidade de bebê chorão. Em vários momentos realmente parece que ele está a ponto de chorar. E nós que estamos assistindo sentimos no âmago do nosso ser a vontade de entrar no anime e dá uma bofetadas nele.

Possui o Diário do Acaso, que o permite prever as coisas que vão acontecer ao seu redor, porém nunca diretamente sobre o futuro do Yukiteru.

Além disso esse diário é afetado pela percepção do Yuki, de modo que uma má interpretação do ambiente a sua volta passa fazer as previsões serem incoerentes com a realidade.

Apesar de ter um leve desejo de tornar-se deus, ele é incapaz de agir de forma decisiva, escondendo-se nas batalhas, frequentemente colocando a Yuno na linha de frente. Inicialmente até tenta fazer alianças com outros jogadores

Gasai Yuno

Psicopata, assassina, louca, eu já disse psicopata? Yuno é obcecada pelo Yukiteru logo ela não deixa outras garotas se aproximarem, está sempre disposta a fazer tudo em prol da segurança dele, embora não seja fácil entender o porque disso uma vez que ela é uma garota forte e decidida não deveria ter motivos para ficar com o bebê chorão.

Possui o Diário do Yukiteru, que a permite prever o futuro do Yukiteru baseada em seu próprio ponto de vista, dessa forma ela é incapaz de saber o que o Yukiteru está pensando, ainda que seja capaz de prever, ferimentos, a forma como ele vai agir e até mesmo se vai morrer ou não se fizer determinada coisa, desde que esteja dentro dos 10 minutos seguintes, uma vez que o diário da Yuno se atualiza a cada 10 minutos.

Considerações Finais

Mirai Nikki é um misto de ação, terror, suspense e romance (embora doentio na maior parte dos casos). Com direito a diversas reviravoltas e situações de deixar algum desavisado de cabelo em pé, Mirai Nikki é um anime curto e que dá para maratonar numa boa contando com apenas 26 episódios.

A todos que embarcarem nesta aventura eu deixo um questionamento para ser respondido duas vezes. Uma antes de assistir e uma após assisti Mirai Nikki. A questão é a seguinte: Até onde é válido lutar pelo amor de sua vida?

Se você gostou deste review e de conhecer um pouco mais sobre o universo do Mirai Nikki, aproveite para ler nossos outros artigos de review e conhecer ainda mais animes enlouquecedores.

Este é um site do grupo B20